Memória e Acupuntura

    Memória é a capacidade de adquirir, armazenar e recuperar informações disponíveis no cérebro. A partir das informações armazenadas, cada indivíduo, de acordo com a sua capacidade de raciocínio gerará associcações próprias que resultarão em seus conhecimentos.

 

Dessa forma a memória deve ser estimulada constantemente.

Durante o processo da memória, ocorre a liberação vários hormônios como: doses moderadas de ACTH, noradrenalina, dopamina e acetilcolina. 

No nosso dia-a-dia, somos bombardeados com milhões de informações que se traduz em estímulos. Segundo M. Gazzaniga, cerca de 99% da informação que entra no cérebro é perdida. Imagine o que seria se você se lembrasse de todas as inforamçõpes recebidas durante um dia… (sensações provocadas pelas peças de roupa, comida, informações visuais, auditivas, etc) Cabe ao nosso cérebro selecionar a informação importante, para garantir a própria sobrevivência do indivíduo e da espécie, chama-se a este processo processamento de informação.
O processamento da informação dá-se em três fases: codificação, armazenamento e recuperação.

A codificação é a primeira fase da memória que prepara as informações sensoriais para serem posteriormente armazenadas no cérebro. Baseia-se na tradução de dados num código, que pode ser acústico, visual ou semântico.

A codificação vincula-se à aprendizagem deliberada, ou seja, a aprendizagem que exige esforço e no qual o objetivo é memorizar a informação. Neste caso, temos de dedicar mais atenção às informações que desejamos memorizar o que leva a uma codificação mais profunda.

O armazenamento de informação consiste no registo de informação sobre algum fato ocorrido ou experiência vivida. Ao lembrarmos do fato temos a impressão de que tudo está guardado num lugar do cérebro, como que num DVD, mas não é isso o que acontece, novas tecnologias que permitem ver o nosso cérebro em ação, provam que quando nos lembramos de algo várias áreas do cérebro são utilizadas. Cada informação, produz modificações nas redes neuronais, que mantendo-se, permitem que você se recorde do que memorizou, sempre que queira, a isto chama-se recuperação; ou seja, lembramo-nos, evocamos, recordamos uma informação. A recuperação pode ser automática (seu nome) ou pode exigir uma maior complexidade para recuperação (como por exemplo uma lei da física). O segundo tipo de recuperação, já não é tão automático, requer dois momentos: o reconhecimento e a evocação.

O reconhecimento é tentar lembras se aprendemos a tal lei da física recorrendo ao ano de escolaridade e somente depois é que vamos procurar o conteúdo dessa lei, processo chamado de evocação. 

Existem vários tipos de memória, e isto demanda um estudo bem completo que foge ao nosso escopo de momento.

Importante falar contudo do esquecimento

Normalmente, associa-se o esquecimento a uma falha mental ou até uma patologia, mas sem o esquecimento é ser-nos-ia impossível continuar memorizar informação. Portanto, neste caso, o esquecimento serve como que um filtro daquilo que ainda nos é importante, a este processo designa-se por função seletiva e adaptativa. A própria memória também tem um carater adaptativo pois ela não memoriza tudo a que estamos expostos no dia-a-dia (a informação é transformada). Habitualmente falamos de esquecimento ligado apenas à memória de longo prazo pois como já disse a memória a curto prazo apaga-se para dar lugar a novas informações ou então passa à memória de longo prazo.
Mas o esquecimento pode ser também mau quando é um esquecimento regressivo ou seja quando surgem dificuldades em reter novos materiais e em recordar conhecimento, nomes ou fatos aprendidos recentemente. Este tipo de esquecimento pode ser devido à degenerescência dos tecidos cerebrais e ataca sobretudo pessoas de certa idade. E existe tres tipos de esquecimento: por interferencia de aprendizagem (como que uma reciclagem de informação), regressivo, e motivado utilizado quando se quer esquecer algo negativo na nossa vida.

Pesquisa revela que a Acupuntura impede a perda de células cerebrais nas áreas relativas à memória no cérebro. Os achados laboratoriais mostram também que a Acupuntura melhora a cognição. Os pesquisadores observam que estes resultados sugerem que a Acupuntura é um tratamento em potencial para transtornos que envolvem comprometimentos cognitivos e doença de Alzheimer.
Os novos achados laboratoriais mostram que a Acupuntura previne a perda de neurônios no hipocampo, uma área do cérebro responsável pela memória e a navegação espacial. O hipocampo é uma das primeiras regiões do cérebro que sofre danos em pacientes com doença de Alzheimer. Usando o teste do labirinto de água de Morris, os camundongos de meia idade utilizados no estudo que receberam acupuntura mostraram significativamente menos déficits cognitivos.
A combinação dos melhores resultados no teste do labirinto com uma maior preservação dos neurônios do cérebro levou os pesquisadores a sugerir que a Acupuntura pode ajudar pacientes humanos que sofrem de distúrbios cognitivos e doença de Alzheimer.

Este estudo vai ao encontro de um outro estudo recente, em que imagens obtidas por Ressonância Magnética (Functional magnetic resonance imaging ou functional MRI - fMRI) demonstraram que o agulhamento dos pontos de acupuntura F3 (Taichong) e IG4 (Hegu) ativaram com sucesso regiões do cérebro responsáveis pela memória e cognição em pacientes de Alzheimer e leves alterações cognitivas.
Existem ainda vários outros pontos de acupuntura, e tratamentos de auriculoterapia que agem diretamente nas funções cognitivas, aumentando a retenção e a capacidade de tratamento de informações.